Passo ante passo,
deixo-me morto no passado
e coleciono Eu’s que mal conheço
apenas mais um rosto qualquer
em um dia trivial

mas esse rastro de estranhos
declamam versos,
uma ponte de contato
com meu Eu ancestral,

e ao ouvi-los
me re-conheço
na poesia,
e me re-crio
na expectativa
dos versos
devir de um
Futuro-Eu-Atual.

Marcelo Pietragalla

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